quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

GÊNEROS INSTRUCIONAIS

                                           GÊNEROS INSTRUCIONAIS

Quais são os gêneros instrucionais?

  • Regras das brincadeiras e jogos;
  • Receitas;
  • Regulamentos;
  • Leis;
  • Regras de convivência da escola(combinados);
  • Normas;
  • Manual;
  • Bulas;
  • Sinais de trânsito.

Todos os gêneros textuais que vimos anunciando como instrucionais atendem a característica do tipo injuntivo.
[...] diz respeito àquele tipo de texto que se caracteriza por organizar informações e instruções ou ordens com a finalidade de orientar determinado comportamento do interlocutor.Também chamado de instrucional, esse tipo de texto se manifesta, por exemplo, nos gêneros regras de jogo, receitas culinárias, regulamentos, instruções de uso de máquinas, entre outros. (Val e Barros , 2003, p.135-136)

Em síntese....
" São aqueles cuja função é regular ou indicar formas de agir. Eles descrevem etapas que devem ser seguidas para que se consiga fazer algo, como: preparar um bolo, instalar uma geladeira, ao brincar ou evitar acidentes de trabalho"

Principais características

  • Frases curtas;
  • Verbos de ação no infinitivo,imperativo ou presente do indicativo;
  • Muitos advérbios;("corte bem", "misture levemente")
  • Compartilham função apelativa;

RECEITA
HOT DOG

Ingredientes
Salsichas para cachorro quente
Fatias de queijo tipo mussarela
Pão para cachorro- quente
Maionese
Ketchup
mostarda

Modo de fazer :
Com cuidado, faça um corte nas salsichas no sentido do comprimento, mas sem separá-las. Enrole as fatias de mussarela uma a uma, e coloque um rolinho dentro de cada salsicha.
Em seguida, arrume-as numa travessa e leve ao forno até o ponto de cozimento das salsichas. Passe maionese dentro do pão.Quando as salsichas estiverem prontas, coloque-as dentro do pão. Para finalizar, ketchup e mostarda a gosto.
  • Geralmente, os ingredientes de uma receita são acompanhados de suas quantidades(por peso, volumes, unidades, e quantidades indicadas por utensílios);
  • Certos conhecimentos prévios e expectativas sobre o que deve ou não ser dito ajudam o leitor ouvinte a entender as orientações dadas nesses textos, assim, não se espera por exemplo, encontrar explicações sobre os motivos para bater as claras em neve. Também não é esperado que se diga o que é "clara em neve", "levar ao fogo em banho maria";

AMARELINHA

       Tirem a sorte pra saber quem vai começar. De frente para o desenho, o escolhido joga a pedra na casa número 1. Seguindo a ordem dos números, ele vai pulando casa por casa num pé só. É permitido colocar os dois pés no chão apenas quando houver uma casa ao lado da outra. Essa regra não vale para a Amarelinha em caracol, que tem que ser pulada sempre num pé só.
       Chegando no céu, o jogador coloca os dois pés no chão e volta pulando da mesma forma. Ao alcançar a casa número 2, tem que pegar a pedra sem perder o equilíbrio e pular para fora do desenho.
Ele continua fazendo o mesmo com as outras casas, também seguindo a ordem dos números.
 
Perde a vez quem:
1 - pisar na casa onde estiver a pedrinha ou nas linhas do jogo;
2 - deixar cair a pedra na casa errada;
3 - não conseguir pegar a pedra. 
      Quando ganhar a vez novamente, o jogador recomeça de onde parou. Quem conseguir passar por todas as casas vai até o céu, fica de costas e atira a pedrinha. Depois, escreve seu nome na casa onde ela caiu. Os demais não poderão pisar na casa marcada, mas o dono poderá até colocar os dois pés sobre ela. Se a pedra cair fora do jogo, ele não marca nada. Vence quem conseguir mais casas.

BULA

COMPOSIÇÃO;
INFORMAÇÕES AO PACIENTE;
INFORMAÇÕES TÉCNICAS;
CARACTERÍSTICAS;
INDICAÇÕES;
CONTRA INDICAÇÃO;
EFEITOS COLATERAIS ;
POSOLOGIA;
AÇÃO DO MEDICAMENTO;
MARCA E ENDEREÇO DO FABRICANTE;

Instruções

Para algumas instruções é necessário o uso do desenho pra maior compreensão. Ex: dobradura;

Qual é o papel da escola?

       Desde cedo estamos inseridos em situações em que os textos instrucionais circulam;

As crianças aprendem:
  • Organizar sequencialmente as informações;
  • Aprendem a distinguir o que é essencial e merece ser dito;
  • Flexionar o verbo no modo imperativo e infinitivo;
  • Usar os articuladores textuais;
  • Estruturar sintaticamente as frases;
  • Certas especificidades. Ex: numa receita o item "rendimento" faz sentido; o mesmo não seria adequado num manual de eletrodoméstico;
  • Aprende a elaborar inferências nos casos em que as informações não estão explicitamente colocadas no texto.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Hipertexto

Hipertexto

        O hipertexto é um dos paradigmas básicos em que a teia mundial se baseia. Ele é uma espécie de texto multidimensional em que numa página trechos de texto se intercalam com referências a outras páginas. Clicando com o ``mouse'' numa referência destas a página corrente é substituída pela página referenciada. É muito fácil formar uma ideia grosseira do que é um hipertexto: basta pensar nas edições mais modernas da Enciclopédia Britânica que se constituem de uma mistura de informações com apontadores para outros trechos da própria enciclopédia. 

      A invenção do conceito costuma ser atribuída a Vannevar Bush que descreve o "memex'' num artigo clássico, escrito em 1945, antes mesmo do aparecimento dos primeiros computadores. A seguir Doug Engelbart fez, em 1968, uma demonstração histórica numa Conferência de Computação realizando o "memex'' com a utilização de um "mouse''. O termo "hipertexto'' foi lançado por Ted Nelson, nos anos 60.

    O hipertexto é muito apropriado para a representação de informações no computador por dois motivos: 
  • permite subdividir um texto em trechos coerentes e relativamente curtos, facilitando a sua organização e compreensão;  
  • permite também fácil referência a outras partes do texto ou a outros textos, totalmente independentes, muitas vezes armazenados em locais distantes. 
     Isto cria uma característica própria de leitura da informação que, após um curto processo de adaptação, passa a ser intuitivo para o usuário, que se refere a esta leitura como ``navegação''.

RESUMO

 Elaboração do resumo 

    O resumo tem por objetivo apresentar com fidelidade ideias ou fatos essenciais contidos num texto. Sua elaboração é bastante complexa, já que envolve habilidades como leitura competente, análise detalhada das ideias do autor, discriminação e hierarquização dessas ideias e redação clara e objetiva do texto final. Em contrapartida, dominar a técnica de fazer resumos é de grande utilidade para qualquer atividade intelectual que envolva seleção e apresentação de fatos, processos, ideias, etc.

Para elaborar um resumo, consideram-se duas fases:

      I  Compreensão da estrutura do texto a resumir
      II Redação de um novo texto

1. Compreensão do texto original:
  • leitura global
  • leitura para descoberta da organização do texto:
              - levantamento das ideias ou fatos essenciais;
              - detecção do seu encadeamento.
  • Após uma primeira leitura de lápis na mão deve-se:
              - dividir o texto em partes
              - dar um título a cada uma das partes
              - assinalar as palavras chave
              - sublinhar os articuladores do discurso
              - esquematizar as ideias expostas/construir 
                o plano do texto
              - detectar informações dadas pelo título, pela
                introdução, pelo desenvolvimento e pela 
                conclusão.
                                                           

2. Construção do novo texto (resumo)
  • Selecionar as ideias ou fatos essenciais do texto original que constarão no resumo
  • Suprimir:
            - palavras ou frases referentes a ideias ou
              fatos secundários
            - repetições e redundâncias
            - interjeições e tudo o que contribua para um
              estilo particular do texto
            - pormenores desnecessários, exemplos, 
              citações, pequenas histórias a propósito;
            - expressões explicativas do tipo "ou seja", "isto
              é", "quero dizer", "dito de outro modo", "por 
              outras palavras"
  • Substituir frases e enumerações do texto original, por outras que tornem mais econômica a expressão, devendo excluir-se as transições.
  • Manter o fio condutor do texto a resumir.
3. Construção do resumo
  • Manter os valores mais significativos nos textos que fornecem dados em números
  • Escolher o vocabulário com rigor, de modo a evitar palavras inexpressivas
  • Redigir o resumo em linguagem clara e concisa
  • Não exprimir opiniões pessoais
  • Não repetir frases do autor do texto original
  • Omitir/ou transformar discurso direto em discurso indireto
  • Respeitar a ordem pela qual as ideias ou fatos são apresentados no texto-base
  • Articular os parágrafos e as frases
  • Reduzir a extensão do texto a cerca de 2/3 do texto base, ou ao número de palavras ou de linhas proposto.
4. Autocorreção do resumo

          Concluído o resumo, há que aperfeiçoá-lo. Esta lista de autocorreção pode dar uma ajuda nesse sentido, pois recupera alguns dos aspectos mais importantes do ato de resumir.

Lista de verificação do resumo
Aspectos a considerar
Sim
Não
Não observado
1. Referi apenas as ideias ou fatos principais do texto original.



2. Omiti ou substituí as listas ou enumerações por uma designação mais geral.



Evitei o recurso a expressões explicativas do tipo "isto é", "como se sabe", etc.



4. Respeitei a ordem das ideias do texto original.



5. Transformei o discurso direto em discurso indireto.



6. Excluí pormenores irrelevantes, exemplos, citações, pequenas histórias a propósito.



7. Evitei copiar frases ou expressões do texto.



8. Articulei bem os parágrafos e as frases.



9. O texto resumido não excede 1/3 do número de linhas do texto original.



(Adaptado do manual Ser em Português, 10º ano, págs. 214/215)
 
     Evidentemente, alguns resumos são mais fáceis de fazer do que outros, dependendo especialmente da organização e da extensão do texto original. Assim, um texto não muito longo e cuja estrutura seja perceptível à primeira leitura, apresentará poucas dificuldades a quem resume. Em todo o caso, quem domina a técnica - e esse domínio só se adquire com a prática - não encontrará obstáculos na tarefa de resumir, qualquer que seja o tipo de texto.

     Quando não há a exigência de um resumo formal, o texto pode igualmente ser sintetizado de forma mais livre, com variantes na estrutura. Uma maneira é iniciar com uma frase do tipo: 

"No texto ....., de ......, publicado em......., o autor apresenta/ discute/ analisa/ critica/ questiona ....... tal tema, posicionando-se .....". 

      Esta forma tem a vantagem de dar ao leitor uma visão prévia e geral, orientando, assim, a compreensão de que segue. Este tipo de síntese pode, se for pertinente, vir acompanhada de comentários e julgamentos sobre a posição do autor do texto e até sobre o tema desenvolvido.1
    
1. Resumos são, igualmente, ferramentas úteis ao estudo e à memorização de textos escritos. Além disso, textos falados também são passíveis de resumir. Anotações de ideias significativas ouvidas no decorrer de uma palestra, por exemplo, podem vir a constituir uma versão resumida de um texto oral.

O RELATO PESSOAL

O que é relato pessoal?

Relato pessoal  é um texto narrado com fatos marcantes da vida de quem escreve, portanto o narrador é protagonista da ação e assim sendo verbos e pronomes estarão predominantemente em 1ª pessoa. 
Rico em emoção e subjetividade apresenta tempo e espaço bem marcados. O narrador lança mão da descrição para caracterizar as pessoas, os lugares e os objetos segundo suas lembranças.
Por ser uma narrativa, ou seja, por se tratar de algo que já aconteceu o tempo verbal que domina o discurso é o passado, porém às vezes, dependendo da intenção de quem escreve o presente também é usado. 
E quanto à linguagem? Geralmente, a variedade linguística empregada é a padrão, mas o leitor é quem define essa escolha. Para cada público uma linguagem específica

 

RELATO PESSOAL 

Características

  • Narra fatos reais vividos por uma pessoa e suas consequências;
  • Apresenta elementos básicos da narrativa como:
  • - sequência de fatos,
    - pessoas,
    - tempo,
    - espaço;
  • O narrador é protagonista;
  • Verbos e pronomes são empregados predominante- mente na 1ª pessoa;
  • Os verbos oscilam entre o pretérito perfeito e o presente do indicativo;
  • Emprega-se o padrão culto da língua
  •  
  • EXEMPLO DE UM RELATO PESSOAL :
    • MINHA PRIMEIRA PROFESSORA
      A primeira presença em meu aprendizado escolar que me causou impacto, e causa até hoje, foi uma jovem professorinha. É claro que eu uso esse termo, professorinha, com muito afeto. Chamava-se Eunice Vasconcelos (1909-1977), e foi com ela que eu aprendi a fazer o que ela chamava de "sentenças".
      Eu já sabia ler e escrever quando cheguei à escolinha particular de Eunice, aos 6 anos. Era, portanto, a década de 20. Eu havia sido alfabetizado em casa, por minha mãe e meu pai, durante uma infância marcada por dificuldades financeiras, mas também por muita harmonia familiar. Minha alfabetização não me foi nada enfadonha, porque partiu de palavras e frases ligadas à minha experiência, escritas com gravetos no chão de terra do quintal.
      Não houve ruptura alguma entre o novo mundo que era a escolinha de Eunice e o mundo das minhas primeiras experiências - o de minha velha casa do Recife, onde nasci, com suas salas, seu terraço, seu quintal cheio de árvores frondosas. A minha alegria de viver, que me marca até hoje, se transferia de casa para a escola, ainda que cada uma tivesse suas características especiais. Isso porque a escola de Eunice não me amedrontava, não tolhia minha curiosidade.
      Quando Eunice me ensinou era uma meninota, uma jovenzinha de seus 16, 17 anos. Sem que eu ainda percebesse, ela me fez o primeiro chamamento com relação a uma indiscutível amorosidade que eu tenho hoje, e desde há muito tempo, pelos problemas da linguagem e particularmente os da linguagem brasileira, a chamada língua portuguesa no Brasil. Ela com certeza não me disse, mas é como se tivesse dito a mim, ainda criança pequena: "Paulo, repara bem como é bonita a maneira que a gente tem de falar!..." É como se ela me tivesse chamado.
      Eu me entregava com prazer à tarefa de "formar sentenças". Era assim que ela costumava dizer. Eunice me pedia que colocasse numa folha de papel tantas palavras quantas eu conhecesse. Eu ia dando forma às sentenças com essas palavras que eu escolhia e escrevia. Então, Eunice debatia comigo o sentido, a significação de cada uma.
      Fui criando naturalmente uma intimidade e um gosto com as ocorrências da língua - os verbos, seus modos, seus tempos... A professorinha só intervinha quando eu me via em dificuldade, mas nunca teve a preocupação de me fazer decorar regras gramaticais.
      Mais tarde ficamos amigos. Mantive um contato próximo com ela, sua família, sua irmã Débora, até o golpe de 1964. Eu fui para o exílio e, de lá, me correspondia com Eunice. Tenho impressão de que durante dois anos ou três mandei cartas para ela. Eunice ficava muito contente.
      Não se casou. Talvez isso tenha alguma relação com a abnegação, a amorosidade que a gente tem pela docência. E talvez ela tenha agido um pouco como eu: ao fazer a docência o meio da minha vida, eu termino transformando a docência no fim da minha vida.
      Eunice foi professora do Estado, se aposentou, levou uma vida bem normal. Depois morreu, em 1977, eu ainda no exílio. Hoje, a presença dela são saudades, são lembranças vivas. Me faz até lembrar daquela música antiga, do Ataulfo Alves: "Ai, que saudade da professorinha, que me ensinou o bê-á-bá' (Paulo Freire, publicado pela Revista Nova Escola em dezembro de 1994). 

      http://ccmc1ano.blogspot.com.br/2012/05/relato-pessoal.html

SEMINÁRIOS

SEMINÁRIO

O seminário é um gênero textual oral e público, produzido individualmente ou em grupo, com graus de formalidade que variam de acordo com a situação.

PLANEJAMENTO E PREPARAÇÃO DE UM SEMINÁRIO

Para a realização de um bom seminário, é preciso que a fase de preparação envolva as etapas relacionadas a seguir.

1. PESQUISA

Pesquisar sobre o tema em livros, enciclopédias, revistas, jornais e na internet ou vídeos sobre o tema.

2. TOMADA DE NOTAS

Tomar notas, copiar ou reproduzir todo o material que possa ser lido, resumido ou comentado durante a exposição: dados históricos, estatísticas, citações, comparações, exemplos etc.

3. PLANEJAMENTO

Planejar os procedimentos:
  • como iniciar, desenvolver e concluir a exposição;
  • como tratar os subtemas;
  • quais exemplos ou apoios utilizar: gráficos, dados estatísticos, fotos;
  • que materiais e recursos audiovisuais empregar: cartazes, apostilas, retroprojetor, datashow, microfone.
Leve em conta as características do público-alvo, como faixa etária, tipo de interesse, expectativas etc.

4. PRODUÇÃO DO ROTEIRO E DE ESQUEMA

Redigir um roteiro com informações-chave que orientem o apresentador, citações para leitura etc.

ESQUEMA:

1. O apresentador coloca-se à frente da plateia, cumprimenta-a e dá início ao seminário. Apresenta o tema, fala da importância de abordá-lo e indica qual aspecto dele será enfocado, no caso do tema ser amplo.

2. Expor cada uma das partes do roteiro elaborado com clareza e ao final de cada parte, perguntar ao público “alguém deseja perguntar algo?”. Utilize recursos linguíticos, como “Outro aspecto que vamos abordar...; Se há aspectos negativos, vamos ver agora os positivos... etc”; para que não aconteça uma “quebra na apresentação”.

3. Conclusão e encerramento:retoamr os principais pontos abordados, fazendo uma síntese deles; pode mencionar aspectos do tema que poderiam ser abordados em outros seminários com maior profundidade (não é obrigatório), ao final pode citar algo que resuma o pensamento do grupo ou de um autor especial; agradece a atenção e passa a palavra a outra pessoa.

OBSERVAÇÕES:

1. POSTURA DO APRESENTADOR

O apresentador deve falar em pé e olhando para o público; a fala deve ser alta, clara, bem articulada e com entonação variada, a fim de que a exposição não fique monótona, deve se mostrar simpático e receptivo a participações d plateia; deve estar bem atento ao tempo previsto.

2. USO DA LINGUAGEM

A linguagem padrão deve predominar o discurso oral. Evite repetições de expressões como né?, tá?, ahnn..., pois elas prejudicam a apresentação. Se necessário, deve explicar o significado dos vocábulos e conceitos específicos da área pesquisada, para isso, utilizar expressões como, isto é, por exemplo, em outras palavras, quer dizer etc.

3. USO DE RECURSOS AUDIOVISUAIS

Uso de recursos exige certos cuidados. Primeiro, porque deve-se lembrar que os recursos servem para auxiliar na apresentação, como apoio e portanto, não devem substituir a apresentação oral. Além disso, o equipamento deve ser testado previamente.

4. APRESENTAÇÃO DO SEMINÁRIO EM GRUPO

A exposição em grupo exige maior atenção a alguns aspectos específicos. Cada integrante do grupo pode ficar responsável por uma parte da apresentação. Entretanto cada exposição deve retomar o que já foi dito e acrescentar informações, ampliar. O grupo todo deve se “especializar” no assunto. Isso permite que todos respondam com tranquilidade a qualquer pergunta feita. Enquanto um dos apresentadores expõe, os outros podem ficar sentados ou em pé, mas devem ficar em silêncio. Podem também contribuir manuseando os equipamentos, trocando cartazes, apagando a lousa ou simplesmente ouvindo com atenção a exposição.

  http://aulasdelinguaportuguesaeliteratura.blogspot.com.br/2011/03/seminarios.html

OUTRAS OBSERVAÇÕES PODEM SER ENCONTRADAS EM:
www.valentim.pro.br/Slides/Apresentacao_Seminario.ppt
http://www.zemoleza.com.br/como_fazer_seminario.asp
http://ebookbrowse.com/roteiro-para-apresenta%C3%87%C3%83o-dos-semin%C3%81rios-doc-d69030549
http://josecarlosvaz.pbworks.com/w/page/8531998/Orienta%C3%A7%C3%B5es-para-Semin%C3%A1rios-GPTI

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

PROJETO: ATIVIDADES



PROJETO DE PESQUISA (EM GRUPO)
LITERATURA: O ARCADISMO

·         A pesquisa que proponho, nessa unidade, visa a analisar as relações apresentadas, na Literatura, entre homem e natureza, buscando a visão crítica de que a literatura sempre demonstrou ser elo entre  homem e natureza na transformação do real em imaginário.

 

·         Cada aluno fará uma pesquisa sobre o Momento Histórico e a origem do movimento literário Arcadismo, sobre o domínio  econômico alcançado pela burguesia, além do momento histórico vivido na Europa em relação ao Brasil.

 

CONHECIMENTOS PRÉVIOS

·         Já participaram de algum Projeto de Iniciação Científica?

·         O que é um Projeto de Iniciação Científica (PIC).

·         O trabalho que desenvolveram foi interessante? O que se objetivava "descobrir"?

  • Como foi a experiência de terem participado do referido projeto.
  • Acompanhem, agora, as linhas gerais de um projeto.


Atividade 1


·         Vocês deverão, em grupo, pesquisar sobre o tema, seguindo os seguintes passos:
1. Escolha do tema
·         O que vou pesquisar?
·         Um aspecto ou uma área de interesse de um assunto que se deseja provar ou desenvolver.
·         Assunto interessante para o pesquisador.

2. Justificativa
·         Por que estudar esse tema?
·         Vantagens e benefícios que a pesquisa irá proporcionar
·         Importância pessoal ou cultural
·         A justificativa deve ser convincente

3. Objetivo(s)
·         O que se pretende alcançar com a pesquisa?
4. Formulação do problema
·         Que respostas estou disposto a dar?
·         Definir claramente o problema
·         Delimitá-lo em termos de tempo e espaço
5. Metodologia
·         Como se procederá a pesquisa?
·         Caminhos para se chegar aos objetivos propostos
·         Qual o tipo de pesquisa?
·         Pesquisa bibliográfica – leitura como material primordial
·         Indicar como pretende acessar suas fontes de consulta, fichá-las, lê-las e resumi-las, construir seu texto, etc.

6. Referencial Teórico (Revisão de literatura)
·         Quem já pesquisou algo semelhante?
·         Busca de trabalhos semelhantes ou idênticos
·         Pesquisas e publicações na área
7. Referências

  • Redação e apresentação do trabalho científico



  • Assistir a esse vídeo não é redundância. É mais uma forma de dar segurança a vocês sobre o trabalho que irão fazer. Esse vídeo será também um facilitador para você. Se não entenderem alguma etapa, voltem ao vídeo. 

·         Em casa, acessem o site abaixo para conhecerem as etapas da Pesquisa de Iniciação Científica:

·         Após a realização desta atividade, vocês deverão se organizar em grupos e fazer a leitura por partes. Caberá uma parte para cada grupo.
·         Ao final, para socializar o texto, cada grupo deverá fazer uma apresentação, em dia agendado, do que foi lido.
·         Sugiro que os grupos apresentem suas partes com criatividade.
·         Poderão gravar um vídeo com as informações, apresentá-las por meio de slides, cartazes e outras estratégias.

 

Atividade 2:

 

ATIVAÇÃO  DE CONHECIMENTOS PRÉVIOS:


  • Algumas perguntas sobre a Inconfidência Mineira, tema estudado em séries anteriores:
  1. Quem se lembra do nome Antônio Francisco Lisboa? E de Tiradentes? (nome e codinome da mesma pessoa)
  2. Por que esse homem foi enforcado?
  3. Como vocês imaginam as condições de vida naquela época?
  4. Vamos conhecer melhor esse período
  • Na sequência, assistam aos vídeos (links abaixo) com o objetivo de listar as informações e fazer um quadro com as informações que não se repetem.
  • Em seguida, faremos a discussão sobre o tema: Momento histórico do movimento literário "Arcadismo" no Brasil. 

Vídeo 1 - Segredos da Inconfidência 1/2
Vídeo 2 - Segredos da Inconfidência 2/2
Vídeo 3 – Tiradentes iPED


 
ATIVIDADE 3:

·         Para essas aulas, selecionei apenas alguns passos da pesquisa científica.

·         Para o estudo do tema, seria importante começar lendo muito sobre o assunto, por isso a opção pela Pesquisa Bibliográfica.

·         O que já foi pesquisado sobre o assunto?

 

PARTE 1 - INÍCIO DA PESQUISA BIBLIOGRÁFICA
  
·         Nessa etapa, vocês deverão, em dupla, acessar sites (listados abaixo) para  pesquisarem sobre:
·         O momento histórico e a origem do movimento literário denominado Arcadismo;
·         Sobre a decadência do pensamento barroco;
·         Sobre o domínio econômico alcançado pela burguesia, além do momento histórico vivido na Europa em relação ao Brasil.
                                                      
Observação:  Os temas acima serão divididos entre as duplas, de modo que duas ou três duplas estudem o mesmo assunto.

A pesquisa bibliográfica deverá ser desenvolvida, seguindo os seguintes passos:
1)   Ler integralmente o texto.
2)   Anotar ou digitar em word as informações novas trazidas pelo texto;
3)   Responder aos seguintes questionamentos:  (digitar as respostas)
·         Que razões levaram à denominação do século XVIII como o Século das Luzes?
·         O que recebeu o nome de Iluminismo burguês e por que esse movimento preparou a Revolução Francesa?
·         Qual a importância desses fatos no Arcadismo no Brasil?
Sugestão de sites para a pesquisa:. 

SOCIALIZAÇÃO DOS RESULTADOS - PARTE 1

Para a socialização dos resultados da pesquisa,  PARTE 1, sortearei um representante de cada grupo para expor, em forma de slides, as principais informações para a turma. Marcarei uma data para a apresentação.
1.   Depois da apresentação da pesquisa, conversaremos sobre o tema, através de alguns questionamentos.

Sugestão:
·         Na revisão bibliográfica que fizeram, (PARTE 1 acima) encontraram afirmações semelhantes a: " fugere urbem (fugir da cidade)" " os árcades voltam-se para a natureza em busca de uma vida simples". Como isso ocorreu?
·         Nos textos escritos à época denominada Arcadismo, a busca da natureza foi somente um modismo estético?
·         Os poetas árcades apenas arremedavam o pensamento de Horácio  que foi grande poeta clássico?

PARTE II  - REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
Para a revisão bibliográfica, PARTE II, sugiro que acessem os seguintes sites: 
Todos os textos que serão lidos e discutidos em grupos, nesta parte, estarão complementando o estudo que já foi feito.
EM GRUPOS, VOCÊS FARÃO 2 PESQUISAS
·         1ª pesquisa -   TEMA - Sobre o Arcadismo no Brasil - deverá ser escrita, para ser entregue ao professor.
·         2ª pesquisa - TEMA - O Arcadismo e o Neoclassicismo - deverá  ser uma apresentação livre, cada grupo escolherá como apresentar à classe.  Poderá ser em forma de jogral, gravado no youtube, com cartazes, em forma de slides, entre outras.

·         Antes de iniciarem a pesquisa, vocês poderão chegar às seguintes  perguntas, que serão os problemas a serem resolvidos na pesquisa.
1.   Que razões levaram à denominação do século XVIII como Século das Luzes?
2.   O que recebeu o nome de Iluminismo burguês e por que esse movimento preparou a Revolução Francesa?
3.   Qual a importância desses fatos no Arcadismo no Brasil?
4.   Por que os árcades se refugiavam na natureza?
5.   Qual a natureza dessa relação?

 

Ao receber a pesquisa escrita, farei a revisão e devolverei ao grupo em forma de apreciação oral. Pedirei, também, para destacarem, dos textos, informações que considerarem importantes e divulgá-las em um blog ou no face. 

 

Tutorial para criação de um blog, disponível em:
Uma das possibilidades de serviço gratuito é o Blogger (www.blogger.com).

 
Avaliação:
Avaliarei os trabalhos escritos (pesquisados) através de leitura e correção, mas também ficarei atenta à participação coletiva de vocês durante o desenvolvimento das atividades. Além disso, avaliarei a participação individual de vocês em todas as fases das atividades. Para tanto, usarei os seguintes critérios:
1.   Participaram da aula?
2.   Demonstraram interesse pelo tema?
3.   Leram os textos para a pesquisa bibliográfica?
As apresentações orais poderão ser avaliadas por toda a turma.